| bloom - arte e jardins efémeros o processo bloom |
|
![]() |
Quando fizemos o convite aos artistas, propusemos que o trabalho fosse desenvolvido em equipa, por pares. Desta forma, procurámos estimular, desde o início, uma troca de saberes e de abordagens perante a arte e a paisagem. O próprio local de intervenção - as ruínas das Oficinas a Vapor - foi um ponto de partida e reflexão comum a todos. Durante o mês de Julho, os dez jardins das Oficinas a Vapor vão reflectir as alterações inerentes ao crescimento das próprias plantas. Cada dia será diferente do anterior e permitirá descobertas, comparações e sentimentos renovados. Entre os “bloomers”, os criadores dos jardins efémeros, é possível encontrar percursos profissionais diversos: agronomia, cenografia, escultura, design gráfico, multimédia ou pintura. Não por acaso, a diversidade de saberes reflectiu-se na composição dos jardins, com resultados múltiplos: a botânica ou a silvicultura em “Jardim Verde”; a ludicidade plástica em “Jardim dos quadrados”, “Campo de girassóis” e”Jardim silvestre”; o diálogo da horticultura com o sentido ecológico em ”A Horta”; a criação de ambientes e o sentido cenográfico em “Jardim de água e caniços” , “A selva - jardim do homem azul” e “Caminho-Jardim aromático”; ou a presença do som e da interactividade virtual em “little wonder” e “un/present”. A preocupação ecológica e social do Bloom é processual: todos os elementos orgânicos utilizados no projecto serão mais tarde compostados e reutilizados em fertilização; os elementos plásticos serão reutilizados ou reciclados; e a equipa de jardineiros que faz a manutenção dos jardins vai usufruir dos produtos hortícolas plantados na horta. Conhecer este projecto e participar nele implica voltar e assistir à mudança contínua que ele opera.
|